17 de julho de 2012
Quando você é vitima de um hacker o que fazer?
Denuncia-lo, e levar seu pc a um especialista para ele ver se tem algum
problema e instalar um ótimo anti-vírus e também não aceitar nem um
arquivo, música, nada, de ninguem.
O crime virtual subiu à cabeça
Max Vision invadiu o sistema do pentágono, foi informante do FBI,
fraudou cartões de crédito e amargou a maior pena já dada a um hacker
DIGNO DE FAMA: o hacker de Idaho foi condenado a mais tempo de prisão do que teve de carreira
Crédito: Cristiano Siqueira
Em um minúsculo apartamento de São Francisco, na Califórnia, o cheiro
de pizza da noite anterior se misturava ao de suor. O verão era intenso
e os computadores e servidores ligados sem qualquer refrigeração
especial agravavam a situação. Iceman (homem de gelo, em inglês) estava
há dois dias trabalhando com os olhos fixos nos monitores e os dedos
digitando freneticamente nos teclados. Era 16 de agosto de 2006 e ele
havia terminado uma maratona de invasões aos principais sites e fóruns
criados por hackers para trocar informações sobre fraudes e cartões de
créditos roubados. Agora, os cerca de dez mil usuários destes sites
faziam parte do CardersMarket.com, fórum montado e controlado por
Iceman, codinome usado por Max Ray Butler, hoje com 39 anos, um dos
hackers mais controversos na história dos crimes virtuais. Nascido em
Boise, pacata cidade em Idaho, nos Estados Unidos, Max está preso desde
2007 e cumpre a maior pena já aplicada a um hacker na época de seu
julgamento: 13 anos. A sentença se deve ao prejuízo de US$ 86,4 milhões
causados pela fraude de 1,8 milhão de contas de cartão de crédito. Mas
este foi apenas o gran finale.Crédito: Cristiano Siqueira
Ao longo de seus 12 anos de carreira, Max realizou feitos improváveis. Quando invadiu o sistema do Departamento de Defesa dos Estados Unidos, em 1998, em vez de ser preso, ganhou uma espécie de cargo de confiança no FBI, a polícia federal americana. Chegou a ser elogiado pelo Pentágono por ter exposto as vulnerabilidades de seu sistema ao burlá-lo. Penalizado por ser criminoso, mas admirado por seu talento técnico até por tradicionais instituições americanas, Max sempre brincou com os limites da legalidade. Fez consultoria de segurança on-line para grandes corporações e ganhou fama ao hackear sistemas de outros hackers. Foi preso três vezes, trocou de identidade, entrou de cabeça no crime virtual. Sua trajetória é contada no livro Kingpin — How one Hacker Took Over the Billion Dollar Cyber Crime Underground (Kingpin — Como um Hacker Controlou o Submundo Bilionário do Crime Cibernético, sem edição no Brasil) lançado em março nos Estados Unidos.
SEMPRE CONECTADO
A tecnologia entrou cedo na vida de Max Butler. Filho de um dono de
loja de computador, aos oitos anos, Max já programava softwares simples.
Aos 14, quando seu visual punk já não combinava com os jovens de botas e
chapéus de cowboy de sua cidade, passava a maior parte do tempo na
internet. “Foi a forma de se conectar com outras pessoas iguais a ele e
escapar da opressão”, diz Kevin Poulsen, ex-hacker, atual editor da
revista americana Wired e autor de Kingpin.Foi também na internet, já na faculdade, que Max descobriu que sua namorada à época flertava com outro homem. Tentou estrangulá-la em uma discussão e acabou preso por tentativa de homicídio. Quando foi solto, em 1995, após cinco anos de reclusão, migrou para onde a tecnologia era um modo de vida: o Vale do Silício. Naquela época, até o estouro da “bolha das empresas .com”, a economia da região crescia de forma acelerada e era fácil arrumar um emprego que pagasse bem. “No Vale do Silício, ele não era mais o esquisitão que mexia com computadores, mas um veterano da internet”, diz Poulsen. Max descolou emprego em um provedor de internet, mas foi flagrado distribuindo softwares piratas e demitido. Com o nome sujo, adotou uma nova identidade. Daí nasceu Max Vision.
Com cara de bom moço e alta popularidade entre os white hat hackers (hackers de chapéu branco), aqueles que usam seus conhecimentos para corrigir falhas de segurança, não foi difícil encontrar trabalho como consultor cobrando caro, US$ 100 a hora. “Ele era gentil, educado e não tinha o perfil introvertido de hacker que conhecemos. Até então, tinha ótima reputação na comunidade”, diz Martin Roesch, amigo de Max, hacker e sócio-fundador da multinacional de segurança on-line Sourcefire. Em pouco tempo, Max passou a prestar consultoria para o FBI.
Hacker
Em informática, hacker é um indivíduo que se dedica, com intensidade incomum, a conhecer e modificar os aspectos mais internos de dispositivos, programas e redes de computadores.
Graças a esses conhecimentos, um hacker frequentemente consegue obter
soluções e efeitos extraordinários, que extrapolam os limites do
funcionamento "normal" dos sistemas como previstos pelos seus criadores;
incluindo, por exemplo, contornar as barreiras que supostamente
deveriam impedir o controle de certos sistemas e acesso a certos dados.
O termo (pronunciado "háquer" com "h" aspirado) é importado da língua inglesa, e tem sido traduzido por decifrador (embora esta palavra tenha outro sentido bem distinto) ou aportuguesado para ráquer. O verbo hackear ou raquear é usado para descrever modificações e manipulações não-triviais ou não autorizadas em sistemas de computação.
O termo (pronunciado "háquer" com "h" aspirado) é importado da língua inglesa, e tem sido traduzido por decifrador (embora esta palavra tenha outro sentido bem distinto) ou aportuguesado para ráquer. O verbo hackear ou raquear é usado para descrever modificações e manipulações não-triviais ou não autorizadas em sistemas de computação.
Crimes Virtuais
Crimes contra a honra (injúria, calúnia e difamação), furtos, extorsão,
ameaças, violação de direitos autorais, pedofilia, estelionato, fraudes
com cartão de crédito, desvio de dinheiro de contas bancárias. A lista
de crimes cometidos por meio eletrônico é extensa e sua prática tem
aumentado geometricamente com a universalização da internet.



